Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
Capítulo I
MATE-ME, POR FAVOR!
Cheguei QUASE atrasada. O suficiente para que todo o fundo da sala estivesse ocupado e eu fosse obrigada a sentar no segundo lugar. Dormi apenas 2 horas essa noite. Meus olhos ardiam e eu não conseguia pensar em nada diferente da minha cama. O professor de história nada tinha a ver com a minha imagem de professor-de-história-é-super-legal. Cabelos (os poucos que lhe restam) brancos, camisa de listra amarela, coletinho azul-marinho com detalhes em verde e vermelho, calça cinza, barriga de papai noel. É, tinha óculos. Sim, parecia um vô. Enquanto ele falava que existiam 700 faculdades de Direito no país e que nós estávamos fudidos (não com esses termos, na verdade), eu sonhava com um milagre que me tirasse daquele inferno. E não é que eu fui atendida?
Capítulo II
QUE OS ANJOS DIGAM AMÉM
Eles entraram... eram cinco, acho. Carregavam uma garrafa térmica. E um coiso de chimarrão. Sentaram na frente porque "quem senta na frente é estudioso, né professor?". E desde então passaram a atrapalhar a aula. Eu não conseguia parar de rir. Eu tava achando o máximo, mas eles conseguiram se superar! "Professor! Professor! Ta um clima mto ruim aqui entre os colegas, vamos fazer o seguinte: cada um levanta e diz aê o nome, a idade, porquê resolveu fazer Direito... o que fez nas férias..." Eu mereço, né?! O pior é que váááárias pessoas falavam: meu nome é tal e eu to muito feliz de estar aqui e blablabla... daí chegou na minha vez: meu nome é Danielle e eu to PAUSA com sono! AAAAA eu não ia dizer que tava feliz nem fodendo! Mas continuando: eles se apresentaram muito engraçadamente! do tipo "to fazendo direito pq o meu pai me obrigou, eu queria mesmo era ser motorista" ou então "to fazendo direito porque eu quero ficar rico" ou ainda "meu nome é Bruno, eu tenho 15 anos, to no primeiro período e meu sonho é debutar!". Daí chegou a diretora. E mandou eles embora. E começou a falar coisas muito desagradáveis como número de faltas e blábláblá. Eu brincava com o meu kit do calouro (caneta, agenda, calendário adesivinho) enquanto voltava o meu mau-humor.
Capítulo III
A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE
A diretora finalmente foi embora. E entrou o o o ai não sei o nome... é tipo o grêmio. Essa hora eu gostei. Achei maravilhoso! Detalhe que eles já vieram falar que tão processando a puc e não sei o que lá... tipo, mto empolgados, né? Não sei se porque eu tava traumatizada com o grêmio-piada-cha-pra-todos, mas eu simpatizei na hora com eles. Intervalo. Deus é bom!
Capítulo IV
PASSEIO DE CURITIBANO É SHOPPING
Graças a deeeeus! Mesinhas, tv, aquele negócio eletrônico com senhas, au-au, 10 pasteis... fila, fila, fila! SIM!!!!! A ¿cantina¿ é é é é um shopping! Mas não fica no meu bloco e eu não tenho relógio e bom, eu tenho grandes dificuldades com horários. Resultado: cheguei 15 minutos atrasada... primeiro dia.... que vergonha. Mas nem deu nada. E foi uma aula muuuuuito, muuuuuuuito boa! (ps: tenho saudades das aulas-teatro do Fernandinho: eu VIVIA a aula... da aula-bombardeio do Silvério...e da aula do Julio: 50 min de pura cultura! ai ai...). Ta, foi muito boa e vc não vai reclamar de nada? Claro que vou! O professor esqueceu do horário... segurou a gente SÓ uma meia hora... mas tudo bem. Fim do primeiro dia. Sobrevivi.