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Quinta-feira, Agosto 26, 2004
Tinha um cabelo comprido, mas cortou. Disse que era por causa do calor, que não conseguia dormir, alguma coisa assim. Ninguém acreditou, mas também não fizeram muita questão de saber o motivo real. A gente fez de conta que acreditou e beleza. Parecia outra pessoa. E foi, inclusive, não reconhecido por pessoas próximas, de convivio diário. To falando! Pergunte pra ele! (se você reconhecer ele, né).
Danielle Leal, às 20:25
Estorve:
E a única certeza dessa vida é a morte. E todos parecem ignorar isso. Porque querem ser eternos. Porque querem acreditar que fazem alguma diferença no mundo. E para fugir da realidade de serem mortais, de serem uma massa, de serem nada, embriagam-se nessa eternidade ilusória. E incorporam-se nessa qualidade de massa. Fazendo todos as coisas que devem. Preocupados e ocupados demais para perceberem que são mortais. Você vai morrer. Você vai morrer. Você sabe disso. Você precisa fazer de conta que não sabe para conseguir sobreviver. De que valeria a vida sem a morte? Estaríamos livres no tempo e presos no espaço. Somos condenados a morrer e isso nos indigna. Se fossemos condenados a viver, isso nos indignaria. Mas se tivessemos o direito de escolher... conseguiríamos?
Danielle Leal, às 19:54
Estorve:
Quinta-feira, Agosto 19, 2004
Eu ouço gritos de horror e desespero que nunca passaram de sonhos, de um soluço contido e de lágrimas que nunca chegaram a lavar a face. Eu vejo o vazio nas pessoas que buscam todas algo que não sabem o que é. Eu sinto a dor e a incompreensão dos suicidas. Eu sinto o medo e a incerteza dos doentes. Eu sinto a fragilidade e o nervosismo dos que sofrem a solidão. Eu sinto a raiva dos bandidos. Eu sinto a paz dos monges. Eu sinto que estamos chegando ao fim.
Danielle Leal, às 20:51
Estorve:
Segunda-feira, Agosto 09, 2004
Nossa! Eu vi um disco-voador! Foi muito massa, mas eu fiquei com mto medo...
Danielle Leal, às 22:53
Estorve:
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RECORDAR É VIVER:
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