Perdidos No Obuscuro Vão Espaço/Tempo Em Indeterminável Lugar Da Eternidade Jazem Meus Inconstantes Pensamentos Envoltos Em Putrefatas Lamentações.

Segunda-feira, Dezembro 27, 2004

FELIZ ANO NOVO E BLABLABLA

To saindo de férias, da vida e do blog. Você já vinha aqui bem de vez em nunca então nem reclame... Vá ler um livro, que eu só voltarei quando tiver uns 19 anos.

Danielle Leal, às 22:13
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Sexta-feira, Dezembro 24, 2004

É NATAL

Eu sei que vc sabe. Eu sei que vc tbm sabe que eu odeio natal. (e ano novo). Mas esse ano está ainda pior... a cidade tem meia dúzia de luzinhas só... não que eu faça questão das luzinhas mas sei la...

As minhas férias por incrível que pareça estão muito bem, obrigada. Tirando eu tá fazendo orientação vocacional, tudo tem sido muito melhor do que planejado! Sai todos os dias (o que explica as bolhas no pé e as olheiras profundas), reencontrei várias pessoas queridas (entre elas vc júlia claro) e sei la to aproveitando todos os dias, todos os momentos, até pensei em arrumar o quarto (mas acabei vendo tv mesmo).

Diante dessa onda de bons acontecimentos e ver o lado bom das coisas, descobri que natal não é tão ruim assim! Tem as nozes... e sei la... o peru... eh o único dia do ano que eu como peru. E tem os presentes. Isso é legal tbm...

Meu humor não está dos melhores... ontem foi um dia bem ruim, o mais legal de ontem foi correr na chuva e jogar campo minado! Hoje eu to com dor de garganta e EU VI O JOE... Ou seja o dia não foi lá essas coisas... mas tudo bem, to saindo pro natal... vai ter nozes e presentes e sei la john bull depois!!!

Feliz natal pra todos vcs, meu leitores (ou seja, eu mesma).

Danielle Leal, às 22:09
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Quinta-feira, Dezembro 23, 2004

URRUUUUL

mto frio em pleno verão!!!

Danielle Leal, às 18:54
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Domingo, Dezembro 19, 2004

FOI ASSIM

Ela o encarou por 3 segundos e então desviou o olhar pra baixo. Arrumou o cabelo e foi caminhando em sua direção, ele enlouquecido. Esfregou o lábio como se estivesse espalhando o batom e deu uma mordida pra finalizar. Continuou andando mexendo o quadril. Tropeçou e caiu de cara do chão. Fez um corte profundo na testa. Rasgou o vestido. Se babou toda no desepero. Ele não conteve a risada, mas foi ajudá-la. Se abaixou ao seu lado e foi pegar um lenço, mas colocou a mão no bolso errado onde tinha guardado um brigadeiro pra comer depois. Num impulso limpou na calça, o que foi ainda pior.

Os dois, constrangidos, trocaram sorrisos e foram se beijar, mas deram uma cabeçada dolorida. Resolveram então primeiro levantar, para depois se beijarem. Agora deu certo. Beijavam-se suavemente quando ele teve um acesso de tosse incontrolável. Ela esperou. Recomeçaram. Os dois comiam cabelo, ela não conseguia controlá-lo isso nunca tinha acontecido com nenhum outro. Desistiram. Deram as mãos e começaram a caminhar. Sim, o brigadeiro ainda estava lá. Ele vermelho sugeriu que fossem até um belo restaurante. O carro estava sem bateria, e ele ainda mais vermelho. Virou pra se desculpar e percebeu que havia ranho no nariz dela, quase chegando a boca. Não sabia se falava ou não. Enquanto decidia ela foi pedindo um táxi. Ele tentou ser o mais sutil possível, mas ela queria morrer com a notícia no tal ranho. Mal se falaram durante o caminho.

Na entrada do restaurante os garçons riam e se cutucavam. O vestido dela, rasgado na bunda, deixou a calcinha de vó a mostra. Tantas calcinhas, tinha de estar justo com aquela (porque não marca o vestido). Ele derrubou o vinho na comida, tiveram que pedir outro prato. Não tinha dinheiro pra pagar tudo aquilo, deixou a identidade. A noite foi um completo desastre. Ou não.

Aos olhos dela

Eu o encarei por 3 segundos e então desviei o olhar pra baixo. Arrumei o cabelo e fui caminhando em sua direção, ele enlouquecido. Esfreguei o lábio como se estivesse espalhando o batom e dei uma mordida pra finalizar. Só porquei sei que ele adora. Continuei andando mexendo o quadril. Quando estava no chão ele se abaixou ao meu lado e tentou me dar um doce, que havia comprado especialmente pra mim, mas estava nervoso e acabou esmagando-o sem querer. Não teve problema, o que vale é intenção. Trocamos sorrisos e nos beijamos. Depois fomos a um belo e caríssimo restaurante e ainda por cima pedimos mais de um prato. Ele me deixou em casa, na maior gentileza. Nem forçou mais nada, um cavalheiro. A noite foi perfeita.

Aos olhos dele

Ela vinha se achando tão poderosa e rebolando tanto que não viu o degrau e se espatifou de cara no chão. Ficaria rindo eternamente, mas ainda tive que ir ajudá-la a se levantar, não sei porque não fez isso sozinha. Fui pegar um lenço pra limpar aquele sangue na testa dela e toda aquela baba e estraguei meu brigadeiro. Já estava por duas horas intacto no meu bolso, e ficaria bem mais se não fosse por ela. Não conseguia beijá-la! Primeiro levanta e me dá uma cabeçada, depois aquele cabelo atrapalhando... Fomos de táxi! Táxi! Por que não ônibus, meu deus!? Tava tão nervoso pensando nela com aquele ranho nojento no nariz e aquela cancinha gigantesca que derrubei o vinho. Daí ela me pediu um outro prato, ainda mais caro. Tive que deixar a identidade lá. Depois mais táxi pra ir embora, não via a hora de largá-la logo duma vez e ir pra um bar. Pior noite do mundo.

Danielle Leal, às 00:57
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Quarta-feira, Dezembro 15, 2004

THE END

Nunca termino as coisas. Nunca leio os livros até o fim. Não terminei os cursos que fiz. Nem meus textos tem um final. Nunca faço o que tenho que fazer. Estou arrumando o quarto a 18 anos. A sensação de inacabado me desanima, mas não me entristece. Não me sinto mais feliz quando termino algo, pra mim pouco importa. Um amigo meu me disse ontem que se faço as coisas pela metade, vivo pela metade.

Me desespera pensar assim. Prefiro pensar que vivo tanto quanto você, teu vizinho e o bill gates. Que a minha vida é um livro em branco completado por pequenas palavras enquanto o dos outros por parágrafos. O texto é o mesmo. Talvez o meu não faça sentido, mas não interessa. Fique com seu filme, eu fico com minha novela.

Na minha vida e na minha mente tudo é um grande quebra-cabeça. Frases de efeito, imagens distorcidas, nomes e milhares de lembranças e visões projetadas formam os retalhos que aos poucos constroem o que sou. Não vivo pela metade. Você constrói sua vida ao olhar ao redor na sua caminhada matinal e eu ao olhar os vultos no meu gira-gira. Trata-se de uma escolha, não de uma medida.

Danielle Leal, às 01:14
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Terça-feira, Dezembro 14, 2004

ATAQUE ESTRANHO

Ela entrou correndo e eu comecei a gritar e fugir, subi em cima da mesa! Foi quando ele me avisou que não era ratazana coisa nenhuma, era uma capivarinha. Uma filhotinha, preta. Eu peguei ela no colo com todo carinho e a história teria terminado aí se aquele monstro não invadisse minha sala aos pulos. Aham, a capivara mãe estava enfurecida e começou a me atacar! Eu rapidamente arremecei a filhotinha dos meus braços (acho até que a machuquei, pobrezinha) mas a mãe queria a minha morte. Aos berros, eu clamava por socorro, mas era inútil. Foi quando, do nada, ela parou. Deu meia volta e retornou ao jardim com a filhotinha preta e a outra rosada. Sobrevivi.

Danielle Leal, às 00:17
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Quinta-feira, Dezembro 09, 2004

MALDIÇÃO

Sim, as pilhas do controle remoto acabam.

Danielle Leal, às 19:32
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Terça-feira, Dezembro 07, 2004

CACHORRO MORTO

Hoje eu vi um cachorro morto na rua. Durante toda a minha vida, sempre, sem exceção, desviei o olhar ou cerrei as pálpebras com força. Ficava só com aquela imagem de relance na memória. Mas hoje não. Eu vi. Eu vi o cachorro morto. Não sei o que me fez mudar de idéia e ver aquilo, se foi a raiva imensa que sentia naquele momento, a vontade de explodir o mundo ou o que...

Parei e fiquei olhando. Contemplando aquela cena única. Aquela pocinha de sangue. Os pedaços de tecido abertos. As tripinhas pra fora. A cabeça quase arrancada. Tudo bem amassado como se fosse um cartão de natal. Nojento. Nojento mesmo. O cheiro forte me fazia querer vomitar. Fiquei imaginando quanto tempo aquele cadáver ficaria por ali, naquela rua, sendo esmagado de novo e de novo.

Pensei em tirá-lo dali, mas achei que realmente fosse vomitar ao tentar erguer aqueles pedaços todos. Tentei mais uma vez imaginar a carinha do cachorro mas foi díficil. Ela era como um papel sujo de molho de tomate. Olhei aquilo por algum tempo, não sei bem quanto. E fui embora. Aquele cachorro, ou melhor, aqueles pedaços de cachorro são o reflexo perfeito do que sinto hoje. Hoje eu vi um cachorro morto na rua. Durante toda a minha vida, sempre, sem exceção, desviei o ...

Danielle Leal, às 17:41
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Segunda-feira, Dezembro 06, 2004

ENQUETE

O que fazer para as férias não serem um tédio total?

Danielle Leal, às 13:59
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Quinta-feira, Dezembro 02, 2004

HO HO HO

O Natal vem vindo, vem vindo o Natal... Lembra da propaganda? Da cidade enfeitada? Das crianças sorrindo? Então... esse espírito natalino de amor no mundo nunca funcionou comigo. Boatos que é porque é meu inferno astral, não sei.

Só sei que odeio finais de ano e isso inclui Natal, Ano Novo e principalmente: ficar em FINAL. Que raiva. Eu tenho um professor, não vou dizer que o nome dele é JOE porque seria anti-ético, que é muito mongo, não explica porra nenhuma e ainda por cima fez a prova mais questionável do mundo. Acho que ele olha pra cara do aluno e dá a nota. Pois bem, ele sabe muito bem quem eu sou. Aquela que conseguiu dormir em todas as aulas dele sem exceção. Só não durmi nas que faltei, e não me envergonho disso porque ele é um mala. A prova dele é mala. E as roupas que ele usa não combinam, ele além de tudo é super brega.

É, vou ter que fazer uma prova no meio das minhas férias por causa da interpretação idiota dele quanto aos temas mais polêmicos do mundo. Odeio ele. Acabou com o meu natal. Odeio Natal. Odeio damasco. Odeio ter que descascar nozes. Joe, feliz natal e um próspero ano novo, da aluna que mais te odeia agora: eu mesma.

Danielle Leal, às 17:55
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Danielle Leal. Desagradável. Perfeccionista. Atléticana. Idealista. Depressiva. Chata. Nostalgica. Melancólica. Ansiosa. Estressada. Inteligente. Eufórica. Irritante. Confusa. Elétrica. Sem noção. Socialista. Odeia educação física e jogos de futebol pela TV. Não suporta viajar com a janela aberta. Ama cinema, teatro, dança e filosofia. Vai pra escola exclusivamente para assistir aulas de história. Gosta de geopolítica e religião. Odeia química. É perdidamente apaixonada por livros e discos. Adora descascar mimosas. Não gosta de Mc Donald's. Passa horas dublando programas com a Tv sem som. É fanática por gibis. Não nasceu pra trabalhar, nem para seguir horários. Impaciente. Ama dias bem frios com céu azul e sol. Odeia falar mil vezes a mesma coisa. Adora ser acordada por um telefonema. Odeia ser acordada por um arroto de um de seus irmãos. Tem três cachorros. Adora leite gelado. Desorganizada. Passa mal até com o cheiro de café. Pessimista. Sofre de insônia, enxaqueca, dor nas costas e sincose vaso-vagal. Não sabe jogar damas. Mas joga xadrez. Adora sorvete de flocos. Descobriu que não podia se teletransportar aos oito anos. Não anda de carro sem trancar a porta. E colocar o cinto de segurança. Não dorme sem tomar um nescau antes. Adora vagonite. Gosta de coalhada sem açúcar e sem canela. Aliás, odeia canela. Não recomenda tênis da bibi. Tem um dente postiço. Tem pavor de avião. Odeia tocador de cd sem pilha. Era a She-Ra. Sonho só se for de goiabada. Adora cartas. Odeia pacotes de salgadinho vazios. Dramática. Odeia lombadas. Tempera salada só com vinagre. Não tem nada contra os dias nublados. Odeia fila da cantina. Ainda não conseguiu decorar qual é o lado direito e qual o esquerdo. Conserva o hábito de falar sozinha até hoje. Depois continua - não consegue ficar muito tempo fazendo a mesma coisa.





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Agradecimento:
a minha querida prima Raquel, por me agüentar durante toda a sua vida hahaha e por ter feito esse blog pra anta aqui que mal consegue ligar o computador. Muitíssimo obrigada!


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