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Quarta-feira, Março 29, 2006
Domingo, Março 26, 2006
meus amores frustados e meu medo sepultado em meu peito
Sexta-feira, Março 17, 2006
Ele falou pra eu escrever e eu disse que não daria um bom texto, quem sabe uma boa novela mexicana, mas talvez nem isso, porque é o tema é batido demais e como eu sou a personagem principal hahahaha é perfeitamente aceitável e possível e praticamente uma rotina. O contexto é o de sempre: me odeia, me conhece melhor, amigos, briga ridicula, vai tomar no cu, deleta do orkut, meses sem se falar. A diferença é que as atitudes de menina e de exagero não foram só minhas, juro. O que, potencialmente, tornou a briga ridicula na maior briga do mundo. Na verdade não houve briga literalmente, isso que é a parte bizarra. E também eu tenho um amigo fofoqueiro, não vou citar nomes, mas todo mundo sabe quem ele é (porque ele é muito fofoqueiro mesmo), que fofocou como sempre e passou dos limites razoáveis da fofoca normal, como sempre, o que também atrapalhou. Ou seja, tudo atrapalhou tudo e agora, meses depois, parece ainda mais idiota. Enfim, coisas idiotas acontecem comigo. E eu cheguei a conclusão de que uma hora ou outra eu sempre vou brigar com alguém. Então, se eu ainda não briguei com você, questão de tempo, meu filho. É por isso que quando eu crescer eu vou comprar um bolha e viver sozinha dentro da minha bolha roxa com inúmeras latinhas de leite condensado. Mas isso já é outra história. Pra concluir... às vezes eu faço as pazes, ás vezes não, às vezes o motivo é idiota, às vezes não, às vezes eu to certa, às vezes eu to errada, às vezes eu não sei, às vezes foi uma escolha precipitada, às vezes foi melhor assim, às vezes tudo termina bem, às vezes não. Todo mundo reclama que eu sou louca, gente, foi mal, mas eu não tenho manual de instrução, eu faço tudo de qualquer jeito mesmo. Então, piá, olha só, sei lá. Acho que nunca seremos amigos de volta, não sei, já te disse que não tenho expectativa alguma. Na real, o que vier é lucro. Mas eu quero que você saiba que não foi só por causa dos outros não, que na hora eu não falei, mas que você sabe, que foi por causa de mim, que eu senti sua falta. Bem pouco porque eu te odeio e te acho um babaca haha. E é por isso que não daria um bom texto, porque soa exageradamente daniellista. Previsível demais.
Segunda-feira, Março 13, 2006
Não derrube um vidro de esmalte preto no elevador, porque ele vai quebrar e respingar por todos os lados e o porteiro vai te olhar com uma cara de cu. Olhar pra baixo e sair se matando de rir, pode não ser a melhor escolha, mas definitivamente é a mais natural. Como ela me fazia falta, meu deus.
| Danielle Leal. Um dia ela vai se irritar com você também. Não é que não goste de viver, é que ainda não descobriu o motivo. Escreve por passatempo, por desabafo, pra espantar os próprios medos e pecados. Não é louca, opinões contrárias não valem. Um pouco depressiva, um pouco suicida, um pouco pessimista. Extremamente exagerada, dramática e impulsiva. Vive mais no passado que no presente, não acredita no futuro. Desorganizada. Dança como se ninguém estivesse olhando. É alergica a cafeína. Sofre de insônia, enxaqueca, gastrite, dores nas costas e sincose vaso-vagal, mas vai sobreviver. O suficiente pra infernizar a tua vida. Magra de ruim, vive fazendo dietas forçadas. Não sabe o que quer da vida, não se preocupa mais com isso. Não se preocupa mais com que os outros pensam dela ou das suas atitudes escrotas e inconsequentes. Odeia canela. Ansiosa. Passa horas com a tv no mute dublando os programas. Comunista. Apaixonada por discos, livros, filmes, lojinhas do centro e filosofia. Escreve cartas quase como um vício. Não nasceu pra cumprir horários, nem pra trabalhar. Abraça todo mundo o tempo todo. Reprova frequentemente no detran. Gosta de dias frios, com sol e céu azul. Irritante, confusa, esquentadinha, preguiçosa. Não come azeitona. Não anda de carro sem cinto de segurança e portas travadas. Pinta o cabelo compulsivamente. Antisocial, porém simpática. Neurótica. Não sabe mentir. Sensível demais. Egoísta, mas não mais que você. Instável. Fala sozinha. Cheia de manias. Cheia de segredos. Depois continua, nunca termina o que começa.
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